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Achei interessante este clipe do rapper moçambicano BC, que mistura de mensagens. Tipo orgulho da lama e orgulho do bling. A lama serve para sinalizar ‘o gueto’ africano, enquanto é droga, violência associada e outros cenários no hiphop norte americano.

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[Perdoem a minha tradução péssima do original em inglês]

Tem sido uma irritação minha há tempos: a preguiça das mídias internacionais em relação à torre de babel (pós)colonial. Artigos em inglês sobre “África” sofrem do olhar “África é um país”, mas eu iria ainda mais longe, é o olhar “África é um país anglófono“.

A cena de TICs e tecnologia também é culpado com isso! (Irónico até porque, pensa-se que a linguagem do código derrubava barreiras.) Estamos sempre a ouvir de projectos maravilhosos de Nairobi, Capetown, Kampala, Accra, mas ouve-se muito pouco de projectos menorzinhos na RDC, Cameroon ou Moçambique. (O que acontece nestes países é inevitavelmente menor devido a diferenças históricas e estruturais.) Fiquei entusiasmada com a iniciativa de mapear os hubs (núcleos) de tecnologia em África – mas falta fazer muito mais para destacar e alimentar inovação nestas escalas pequenas.

O post recente da CNN sobre “Top 10 African Tech Leaders” parece ter provocado uma reacção pelo menos. Pode ser que aqueles que queiram “top 10” não tenham tempo para ouvir sobre coisas a surgir em lugares inesperados, mas o post de Jean Patrick Ehouman a catalogar líderes da tecnologia francófona é mais que necessário.

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Por incrível que pareça, eis uma imagem duma eleição municipal. Tirada hoje de manhã nos arredores da “cidade” de Cuamba pelo reporter de @ Verdade, Helder Shirangano. Estas pessoas chegaram ao posto de votação às 5h.

As incredible as it seems, this image is of a municipal election! It was taken this morning on the outskirts of the “city” of Cuamba, the second city of Niassa by @ Verdade newspaper reporter Helder Shirangano. These voters arrived at 5am to the polls.

Mais de Luanda que fala para residentes de Maputo

Nestes dias fico a pensar na autonomia – e paralelo sofrimento – da condição urbana, tanto aqui como no Brasil.

Nas palavras imortais do sambista Zé Keti

“Fale de mim quem quiser falar
Aqui eu não pago aluguel”

P.S. O artigo final. E o editorial, “Somos todos cúmplices” – muito bem dito.

Quero agradecer o comandante da PRM que ensinou-me o significado desta frase.

Ensinou-me hoje no calor do sol das 11h aqui

Tudo começou quando fomos interpelados pela polícia na nossa txopela (tuk-tuk), a voltar duma manhã de distribuir o jornal no Bairro Benfica. Os outros distribuidores tinham descidos nos seus bairros já e estavámos eu e o Motorista a voltar ao centro da cidade.

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Lembro de ler uma entrevista com Paulo Flores há tempos em que ele retratou com a sua poesia solene a situação de Angola urbana – multidões com os pés na lama mas a sintonizar com TV internacional.

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[Uma tradução defeituosa, mas lá está.]

Não podia ter imaginado duas primeiras semanas mais surreais e em contraste aqui em Maputo. (Como parentese, nunca me imaginei a viver aqui, tendo viajado frequentamente por aqui ao caminho de Niassa.)

A primeira semana, depois dum convite a última hora, encontrei-me numa conferência académica sobre a vida do fundador Samora Machel. Foi essencialmente um club de homens – houve uma palestrante mulher o dia inteiro.

O destaque do dia foi anunciado incluir Museveni (não apareceu), Kenneth Kaunda (fundador Zambiano) e Mugabe.

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A volta a pé, por volta das 19h, é deliciosa. As ruas de Polana não estão completamente vazias, mas há menos trânsito. Menos pessoas. É hora dos morcegos e dos grilos. Os môrcegos, invisíveis e omnipresentes, acompanham os meus passos com  chiados leves, que lembram de andar em neve nova. Os grilos enchem a noite em certos lugares com seu coro potente.

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