[Perdoem a minha tradução péssima do original em inglês]

Tem sido uma irritação minha há tempos: a preguiça das mídias internacionais em relação à torre de babel (pós)colonial. Artigos em inglês sobre “África” sofrem do olhar “África é um país”, mas eu iria ainda mais longe, é o olhar “África é um país anglófono“.

A cena de TICs e tecnologia também é culpado com isso! (Irónico até porque, pensa-se que a linguagem do código derrubava barreiras.) Estamos sempre a ouvir de projectos maravilhosos de Nairobi, Capetown, Kampala, Accra, mas ouve-se muito pouco de projectos menorzinhos na RDC, Cameroon ou Moçambique. (O que acontece nestes países é inevitavelmente menor devido a diferenças históricas e estruturais.) Fiquei entusiasmada com a iniciativa de mapear os hubs (núcleos) de tecnologia em África – mas falta fazer muito mais para destacar e alimentar inovação nestas escalas pequenas.

O post recente da CNN sobre “Top 10 African Tech Leaders” parece ter provocado uma reacção pelo menos. Pode ser que aqueles que queiram “top 10” não tenham tempo para ouvir sobre coisas a surgir em lugares inesperados, mas o post de Jean Patrick Ehouman a catalogar líderes da tecnologia francófona é mais que necessário.

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